Bancada feminina quer mais recursos no Orçamento
para combate à violência contra a mulher
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| Quarta, 21 de Novembro de 2012 |
Em reunião com movimentos de mulheres nesta terça-feira, a bancada feminina da Câmara
decidiu atuar mais fortemente junto à Comissão Mista de Orçamento para elevar os recursos
reservados para as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher em 2013.
O orçamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres proposto pelo governo para 2013
teve uma queda de 40% em relação ao aprovado para 2011.
A coordenadora da bancada, deputada Janete Rocha Pietá, do PT de São Paulo,
disse que vai procurar o presidente da comissão, deputado Paulo Pimenta,
do PT do Rio Grande do Sul:
"Eu digo que eu parto sempre do pressuposto de que não tentar é 100% de não.
Tentar, pelo menos nós estaremos com 50% de possibilidades. Eu sou uma pessoa
de esperança e que sempre acredita. Por isso, eu acho que temos
conseguido avançar nesta Casa".
A deputada Fátima Bezerra, do PT do Rio Grande do Norte, sugeriu a atuação junto aos
10 relatores setoriais do Orçamento de 2013. Já a deputada Luiza Erundina,
do PSB de São Paulo, propôs a inclusão de dispositivos anti-contingenciamento
nas emendas parlamentares destinadas às políticas públicas relacionadas às mulheres.
Durante a reunião, a representante do Movimento dos Atingidos por Barragens,
Lívia Gonçalves, denunciou que as grandes obras de infraestrutura que estão ocorrendo
no país têm tido o efeito de aumentar a exploração de mulheres por meio da implantação
de prostíbulos.
As próprias empresas forneceriam vales para o uso dessas casas:
"Uma cidade com 7 mil habitantes e chegam 20 mil homens para construir uma obra,
é uma coisa alucinante. Não só para a cidade, mas também para os operários que estão
em condições degradantes na maioria das vezes; como é o caso de Belo Monte onde
todo tempo os funcionários estão parando. Mas então eles oferecem como lazer
utilizar de prostíbulos como isso fosse uma coisa normal, como se isso fosse lazer tanto para
a vida dos homens como para a vida de nós, mulheres".
Maria Mendes, do Movimento de Mulheres Camponesas,
citou ainda a violência que ocorre com a expansão do agronegócio no país.
Segundo ela, esta pode ser uma violência direta contra a vida das pessoas
na medida que a alimentação esteja mais suscetível aos agrotóxicos.
Também estavam na reunião, a Articulação de Mulheres Brasileiras e
o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Agência Câmara (Originalmente publicado em
http://www2.camara.leg.br/, em 20/11/12)
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